Escrito em: 2026-02-26
Após um acidente de viação, de trabalho ou até doméstico, muitas vítimas enfrentam um segundo desafio: garantir que recebem a indemnização justa pelos danos sofridos. No entanto, nem sempre a avaliação inicial feita pela seguradora ou entidade responsável é suficiente, ou devidamente imparcial. É aqui que surge a pergunta: quando é que é necessário recorrer a um perito externo privado?
Neste artigo, vamos explicar o papel de um perito médico nos processos de indemnização, em que situações deve ser solicitado, como contribui para o cálculo dos valores devidos e de que forma um relatório pericial pode ser decisivo em tribunal ou nas negociações com seguradoras.
Um perito médico é um profissional com formação específica em medicina legal, competência em avaliação do dano corporal ou peritagem médica em segurança social, capacitado para realizar avaliações técnico-legais do estado de saúde de uma pessoa. Ao contrário do médico clínico assistente, que está focado no diagnóstico e no tratamento, o perito atua de forma independente e imparcial, emitindo relatórios com valor probatório.
Nos processos de indemnização, o perito:
Saiba mais sobre os benefícios das perícias médicas independentes e como podem reforçar um processo.
Quando ocorre um acidente, a seguradora ou entidade responsável pela indemnização realiza a sua própria avaliação do caso. Porém:
Um perito independente fornece uma análise objetiva e detalhada, essencial para:
Um trabalhador sofre um acidente de viação a caminho do emprego. A seguradora atribui uma indemnização mínima, com base num relatório genérico. Após solicitar uma perícia médica independente, foi identificado um grau de incapacidade maior, resultando num aumento significativo do valor de indemnização.
Existem vários cenários em que o recurso a um perito médico é fortemente recomendado:
O trabalho do perito inclui várias etapas:
1. Análise documental: relatórios hospitalares, exames de imagem, relatórios de urgência e relatórios médicos anteriores.
2. Exame clínico direto: observação das lesões, avaliação funcional e análise de sequelas.
3. Aplicação de tabelas médico-legais: como a Tabela Nacional de Incapacidades, usada para determinar percentagens de incapacidade.
4. Cálculo dos impactos económicos e funcionais: inclui perda de rendimento, necessidade de tratamentos futuros ou apoio de terceiros.
5. Emissão do relatório pericial: documento técnico-legal que pode ser apresentado em tribunal, junta médica ou seguradora.
Um relatório pericial de qualidade deve conter:
Sem estas informações, o relatório pode ser rejeitado ou ter menor peso jurídico.
Num litígio, o relatório de um perito independente pode:
Muitos advogados recorrem a peritos independentes da Honnus para fortalecer os seus processos de clientes.
A Honnus oferece um conjunto de serviços específicos para vítimas de acidentes que procuram indemnização:
• Perícias médicas independentes, realizadas por peritos certificados;
• Análises urgentes de casos – com resposta inicial em 48h;
• Relatórios completos aceites em tribunal e junto de seguradoras;
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Os processos de indemnização por acidente podem ser complexos, lentos e injustos quando a avaliação das lesões não é feita de forma completa. Um perito médico independente é, muitas vezes, a chave para garantir uma indemnização justa e proporcional aos danos sofridos.
Se sofreu um acidente e está a lutar por uma compensação adequada, investir numa perícia médica é investir na defesa dos seus direitos.